Qual a relação do que ouvimos com as nossas emoções?

Como já falei aqui anteriormente, nossos sentidos estão totalmente ligados às nossas emoções. E, assim como o olfato, a nossa audição estimula diversas sensações.


Alguns sons despertam nosso estado de alerta, como um grito ou uma sirene. Outros, como a música, nos remetem a algum momento já vivido, nos causam arrepios ou, até mesmo, alteram o nosso humor.


Isso acontece porque, quando o som entra em nossos ouvidos, nossos tímpanos vibram, emitindo sinais eletroquímicos que são levados ao córtex auditivo, onde o som é analisado de acordo com seu ritmo, tom, volume, harmonia e frequência.


A partir daí, outras áreas do cérebro são ativadas, como o córtex pré-frontal, responsável pela tomada de decisões, foco e atenção, além do sistema límbico, região associada às memórias, emoções, motivação e prazer.


Mas por que algumas pessoas sentem coisas diferentes ouvindo a mesma música?


É justamente o sistema límbico que faz associações dos sons que ouvimos com alguma memória e experiências que já tivemos, e são essas diferentes associações que definem o que é uma boa música para cada um.


Muitos estudos mostram também que a música pode ter efeitos muito positivos no cérebro, por liberar dopamina, mais conhecida como “hormônio do prazer”.


Mas hoje, quero levantar outra discussão: como tornar a música acessível também para pessoas surdas?


Elas podem não interpretar as ondas sonoras, mas podem, sim, senti-las por meio de suas vibrações e, inclusive, tocar instrumentos, principalmente aqueles que geram maior vibração, como tambor, triângulo, chocalho, surdo e o pandeiro.


Hoje, já existem projetos musicais em todo o país voltados para pessoas com deficiência auditiva, mas é crescente a necessidade de maiores incentivos da iniciativa pública para isso. Outra forma também de incluir os surdos no universo da música é contar com o recurso de intérprete em LIBRAS em shows, concertos e videoclipes na Internet.

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